SPL-Arquitectos

CASA MERAKI

 

CASA MERAKI

PROJETO

 

SPL ARQUITECTOS, LDA.

PAULO LUCAS

AUTOR

 

PRIVADO

CLIENTE

 

VILA DE SESIMBRA, SESIMBRA

LOCALIZAÇÃO

 

690.00 m²

ÁREA DE CONSTRUÇÃO

 

SETEMBRO – 2022

DATA

 

NOBRE EQUAÇÃO, LDA.

ENGENHARIA

 

SPL ARQUITECTOS, LDA.

3D

 

DESCRIÇÃO

O terreno insere-se uma zona de carácter residencial consolidada, onde se verifica a presença de diversas moradias, na sua grande maioria de 2 pisos, estando localizado na encosta do castelo. A propriedade em causa caracteriza-se por uma topografia algo acidentada, apresentando uma zona central mais baixa, variando para cotas mais elevadas nas extremas nascente e poente. Ao nível do tipo de vegetação, a propriedade caracteriza-se essencialmente pela existência de um significativo coberto arbóreo de pinheiros bravos e uma vegetação rasteira e arbustiva. O solo apresenta características arenosas, sendo coberto por vegetação herbáceas.

Da propriedade em questão podem-se salientar vários elementos de referência, que inevitavelmente acabam por ser determinantes nas decisões de projeto, procurando-se uma solução coerente com o local, salientando-se a proximidade do mar, a constante presença do castelo a norte e o antigo caminho romano. Outros aspetos a salientar referem-se à própria localização do terreno no início da encosta do castelo, que como referido anteriormente, apresenta uma topografia bastante acidentada.

A presente proposta surge da necessidade do requerente não só de construir uma moradia para habitação própria para si e para a sua família, como também garantir que a mesma possibilite o desenvolvimento de um futuro alojamento local, dando continuidade ao seu projeto de vida, procurando conciliar a sua habitação com a sua atividade.

Considerando a necessidade do requerente em conciliar a sua habitação e a sua atividade, que numa primeira análise poderão parecer distintas acabam por se compatibilizar com relativa facilidade, e tendo em conta também os vários elementos influentes no lugar, optou-se por uma moradia desenvolvida em apenas um piso mais cave, procurando-se uma volumetria discreta e equilibrada com a envolvente.

Relativamente ao local de implantação da moradia, e tendo em conta o limite em REN existente a poente, propõe-se a sua localização numa zona de aterro em tempos criado. Neste sentido, esta opção acaba por ter menor impacto na sua relação com o solo, propondo-se parcialmente restituir o seu perfil natural.

Conceptualmente, procurou-se a criação de dois corpos distintos, articulados entre si, com relações diferenciadas com o território, mas que ao mesmo tempo se complementam e se assumem como um só volume, fazendo parte de um “todo”. À semelhança da dualidade “habitar / trabalhar”, também estes dois corpos assumem usos distintos. Um primeiro corpo faz a receção a quem chega, propondo-se neste os espaços mais sociais, como sala e cozinha. O modo como este implanta no local, permite também a criação de uma bolsa exterior que se projeta sobre a vegetação, espaço propício para o lazer e dinâmicas de grupo. Ao contrário deste corpo, o volume mais recuado, onde se localizam os quartos da habitação, assume um papel bem mais reservado, voltando costas à zona de acesso, virando-se também para poente.

Considerando a importância da vegetação existente como da exposição solar no desenvolvimento do projeto, procurou-se que os dois volumes voltassem costas e se protegessem do arruamento público e acessos internos, e se voltassem para a restante propriedade, virados a sul e poente, garantindo aos vários compartimentos o usufruto em simultâneo de vista sobre o “verde” e jardim e uma boa exposição solar. Também no sentido de realmente usufruir em pleno daquele lugar, propõem-se a criação de terraços generosos junto à habitação.